A presidência do governo brasileiro no Mercosul termina em 7 de dezembro, três dias antes da posse do presidente argentino Milei. Durante a campanha, Milei defendeu a saída da Argentina do bloco econômico, mas acabou recuando da ideia e passou a defender apenas mudanças. O Mercosul também inclui Uruguai e Paraguai.
Neste período, a presidência brasileira no Mercosul está negociando um acordo com a União Europeia que foi aprovado em 2019, após 20 anos de negociações. A ratificação do acordo pelos parlamentos de todos os países dos dois blocos é necessária para que entre em vigor, e a negociação envolve 31 países.
Além disso, Vieira recebeu um convite para que o presidente Lula participe da posse de Milei no dia 10 de dezembro. O ministro mencionou que a presença de Lula está sendo avaliada, considerando o histórico de desentendimentos entre Milei e o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Vieira também reforçou os laços diplomáticos entre Brasil e Argentina, que vão além de questões políticas, e destacou setores de cooperação nos quais os países trabalham juntos, como energia nuclear, ciência e tecnologia, informática, comércio, indústria e investimentos.
Quanto à possível entrada da Argentina no grupo de nações em desenvolvimento Brics, Vieira afirmou que é do interesse do Brasil, mas que a decisão cabe ao novo governo argentino. Ele explicou que a entrada da Argentina no Brics é uma questão de equilíbrio da representação geográfica no bloco e que o Brasil apoiou a candidatura argentina.
Em resumo, a reunião e as declarações do ministro das Relações Exteriores indicam que há esforços para manter e fortalecer as relações entre Brasil e Argentina, apesar das eventuais divergências e mudanças políticas nos dois países.
