Durante a cerimônia, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, destacou que a assinatura desse acordo, que levou 26 anos para ser concretizada, é um passo importante para os dois blocos regionais. Costa enfatizou a importância de uma estrutura comercial baseada em regras e no respeito à soberania, afirmando que o tratado é uma resposta ao crescente protecionismo e ao uso do comércio como ferramenta de poder geopolítico.
Ursula von der Leyen, presidenta da Comissão Europeia, corroborou a visão de Costa e ressaltou que o acordo pode unir continentes, criando um dos maiores mercados de livre comércio do mundo, englobando 700 milhões de pessoas. “Escolhemos o comércio justo em vez de tarifas. Escolhemos parcerias de longo prazo em vez de isolamento”, afirmou.
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, que atuou como anfitrião do evento, ressaltou a importância do diálogo e da cooperação, características fundamentais para o sucesso do tratado. Ele agradeceu ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, pela sua contribuição decisiva nas negociações. Peña destacou que o dia marcava uma nova era nas relações comerciais globais, unindo mercados que, apesar das distâncias geográficas, compartilham objetivos comuns.
Javier Milei, presidente da Argentina, reconheceu o potencial do acordo como um ponto de partida para novas oportunidades comerciais e expressou preocupação sobre a necessidade de manter o espírito do acordo durante sua implementação. Ele advertiu que qualquer mecanismo que restrinja a livre circulação de bens e serviços poderia prejudicar os objetivos do tratado.
Da parte do Uruguai, o presidente Yamandú Orsi enfatizou a relevância do acordo em tempos de instabilidade global e a necessidade de uma integração comercial sólida para enfrentar desafios como o narcotráfico.
Representando o Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reiterou a importância do acordo como um símbolo do poder democrático e do potencial econômico da parceria entre os dois blocos. Ele destacou que a implementação do tratado resultados em empregos, investimentos, inovação e uma inclusão social mais robusta.
Após a assinatura, o acordo agora precisa passar pela ratificação no Parlamento Europeu e nos congressos nacionais dos membros do Mercosul, com sua entrada em vigor prevista para ocorrer de forma gradual nos próximos anos. Este processo de ratificação será fundamental para consolidar o esforço em promover uma colaboração econômica duradoura e significativa entre as nações envolvidas.






