No acumulado do mês, a moeda americana teve um aumento de 2,38%, enquanto no ano, apresenta uma desvalorização de 4,24%. A escalada de incertezas, em grande parte derivadas de declarações do presidente Donald Trump e da reação do governo iraniano, trouxe um cenário de volatilidade ao mercado. O Banco Central do Brasil interveio no câmbio, realizando leilões de linha e injetando US$ 1 bilhão no mercado, embora essa ação não tenha freado as pressões sobre o valor da moeda.
O clima pessimista se estendeu ao setor de ações, com o índice Ibovespa da B3 recuando 1,45%, alcançando 182.732 pontos e interrompendo uma sequência de três dias de alta. Durante o dia, o índice apresentou oscilações significativas, variando entre 185 mil e 182 mil pontos, refletindo um movimento internacional de queda das bolsas de Nova York e uma postura mais cautelosa dos investidores. A falta de progressos nas negociações diplomáticas entre as duas potências teve um impacto direto sobre os ativos de risco.
Além disso, dados sobre inflação adquiriram força no cenário doméstico, com a prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subindo 0,44%. Esse número, embora menor do que o registrado no ano anterior, superou as expectativas do mercado, o que gerou ainda mais preocupações sobre a trajetória inflacionária.
Os preços do petróleo também registraram um aumento significativo, com o barril do tipo Brent subindo cerca de 5,7%, alcançando US$ 108,01. Essa alta reflete os temores de interrupções no fornecimento global de energia, indicativos de que a falta de um acordo efetivo entre as partes pode prolongar o conflito e impactar a economia mundial de maneira acentuada.
