A audiência está agendada para as 14h, no horário de Brasília, e será conduzida pelo juiz sênior Alvin K. Hellerstein, do distrito sul de Nova York. Durante esta audiência, Maduro e Flores deverão prestar depoimento, e a tensão em torno do caso reflete a instabilidade política que a Venezuela tem enfrentado nos últimos anos.
As acusações contra Maduro e sua esposa são graves e abrangem a liderança de um governo considerado ilegítimo, além de envolvimento em narco-terrorismo. Entre os crimes elencados, destacam-se a conspiração para a importação de cocaína, posse de armas automáticas e dispositivos explosivos. Além de Maduro e Cilia, o filho do presidente e outros três indivíduos também foram indiciados, mas ainda permanecem em liberdade, uma vez que não foram capturados durante a operação militar americana que resultou na prisão do casal.
As declarações do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, foram contundentes ao afirmar que Maduro lidera uma organização criminosa de narcoterrorismo, embora não tenha apresentado provas concretas que sustentem tais alegações. A posição norte-americana é clara: o governo de Maduro não é reconhecido como legítimo, o que intensifica ainda mais a crise política e humanitária no país sul-americano.
A operação que resultou na prisão de Maduro ocorre em um contexto em que a tensão entre a Venezuela e os Estados Unidos está em níveis elevados, principalmente devido a questões que envolvem direitos humanos, a gestão da crise econômica e a situação política interna da Venezuela. Com a audiência se aproximando, a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos deste caso, que pode ter impactos significativos na já conturbada relação entre os dois países.







