Segundo imagens transmitidas por canais de televisão, Maduro desembarcou cercado por uma forte segurança, composta por agentes do FBI e da DEA (agência antidrogas americana). O líder venezuelano estava vestido de forma casual, usando moletom e capuz, aparentando estar algemado. O processo de descer as escadas da aeronave e transitar pela pista até um hangar foi visivelmente difícil para ele.
Conforme informações veiculadas pela imprensa norte-americana, o casal Maduro será processado por acusações de tráfico internacional de drogas, apesar de o governo dos EUA ainda não ter apresentado provas públicas sobre essas alegações. Após o desembarque, Maduro e Flores devem ser deslocados de helicóptero até Manhattan, onde se localiza a sede da DEA, e posteriormente levados a instalações prisionais, onde responderão às acusações.
Durante uma coletiva de imprensa realizada logo após a captura, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o governo dos EUA ficará responsável pela administração da Venezuela até que uma transição de poder possa ocorrer. A operação militar que levou à captura de Maduro envolveu aproximadamente 150 aeronaves e foi planejada por vários meses, conforme afirmaram autoridades.
Embora Trump não tenha especificado por quanto tempo os EUA irão gerenciar diretamente o país sul-americano, ele indicou a possibilidade de um diálogo com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez. No entanto, Rodríguez rapidamente rejeitou qualquer sugestão de subordinação ao governo dos EUA, reafirmando a soberania do país e vetando a ideia de uma “colônia” americana. A situação na Venezuela, marcada por tensões políticas e sociais, agora entra em uma nova fase, marcada pela intervenção direta de potências estrangeiras.
