Macron afirmou diretamente: “A França decidiu votar contra a assinatura do acordo entre a União Europeia e os países do Mercosul.” O líder francês destacou suas preocupações com a data em que as negociações foram iniciadas, enfatizando que o acordo é “desatualizado” e foi elaborado com base em um mandato datado de 1999. O presidente também salientou que, embora a diversificação comercial seja importante, os benefícios econômicos do acordo para a França e para a Europa, de maneira geral, seriam limitados.
A resistência da França ao acordo não é recente. O governo francês enfrenta pressões significativas, especialmente provenientes do setor agrícola, que expressa receios sobre a concorrência que pode resultar da abertura dos mercados. Os agricultores franceses temem que a entrada de produtos sul-americanos, em especial aqueles que não seguem as mesmas normas de produção e ambiental, prejudique seus interesses e comprometa a qualidade dos alimentos produzidos localmente.
A posição de Macron será levada em consideração na reunião do Conselho da União Europeia, programada para esta sexta-feira em Bruxelas. Além da França, outros países, como Irlanda, Polônia e Hungria, também manifestam contrariedade ao acordo. Por outro lado, Alemanha e Espanha demonstram apoio à assinatura, enquanto a Itália ainda está avaliando sua posição, mas indica uma tendência de apoio.
O futuro do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul pode ser decidido na próxima semana, mas o caminho até a sua ratificação pode ser complicado, dada a divisão de opiniões entre os estados membros da União Europeia. Essa situação ilustra não apenas as tensões comerciais, mas também as complexidades das relações internacionais no contexto atual.







