INTERNACIONAL – Lula Reafirma Apoio à Candidatura de Michelle Bachelet para a ONU, Defendendo Liderança Feminina na Organização após Oitenta Anos de História.

Neste último sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou o apoio do Brasil à candidatura de Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, para o cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo Lula, após oito décadas de existência da ONU, é chegado o momento histórico de ter uma mulher à frente da organização. Esse posicionamento destaca um movimento significativo em direção à igualdade de gênero em posições de liderança global.

A candidatura de Bachelet foi inicialmente apresentada no início de fevereiro, com o apoio dos governos do Brasil, Chile e México. Contudo, uma mudança no cenário político chileno levou o governo do Chile a retirar seu apoio à ex-presidente na última terça-feira. Segundo o comunicado oficial, a decisão foi baseada na “dispersão das candidaturas de países latino-americanos e nas divergências com alguns atores relevantes”, o que comprometeria não apenas a candidatura, mas também a viabilidade do projeto.

Bachelet, que pertence à centro-esquerda, foi indicada durante o mandato do ex-presidente Gabriel Boric. No entanto, com a nova administração de José Antonio Kast, um político da extrema direita, o Chile reviu sua posição. Apesar disso, a declaração oficial estipula que caso Bachelet decida seguir adiante com sua candidatura, o Chile não apoiará outro concorrente, reconhecendo seu histórico político.

Por sua vez, o México, sob a liderança da presidenta Claudia Sheinbaum, permanece ao lado da ex-presidente Bachelet, enfatizando a perspetiva latino-americana na disputa por um cargo tão relevante. Em suas redes sociais, Lula elogiou Bachelet, afirmando que ela possui todas as qualificações necessárias para ser a primeira mulher latino-americana a ocupar a liderança da ONU. Ele citou sua experiência como ex-presidente, além de sua atuação como Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos e Diretora Executiva da ONU Mulheres, ressaltando seu compromisso com a paz, o fortalecimento do multilateralismo e a promoção do desenvolvimento sustentável.

Atualmente, o cargo de secretário-geral da ONU é ocupado pelo português António Guterres, reeleito em 2021 para um segundo mandato que se estende até 2026. O novo secretário-geral assumirá suas funções em 1º de janeiro de 2027, momento em que o cenário político global poderá ser bastante distinto, especialmente se o apoio à candidatura de Bachelet se consolidar.

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