A candidatura de Bachelet foi inicialmente apresentada no início de fevereiro, com o apoio dos governos do Brasil, Chile e México. Contudo, uma mudança no cenário político chileno levou o governo do Chile a retirar seu apoio à ex-presidente na última terça-feira. Segundo o comunicado oficial, a decisão foi baseada na “dispersão das candidaturas de países latino-americanos e nas divergências com alguns atores relevantes”, o que comprometeria não apenas a candidatura, mas também a viabilidade do projeto.
Bachelet, que pertence à centro-esquerda, foi indicada durante o mandato do ex-presidente Gabriel Boric. No entanto, com a nova administração de José Antonio Kast, um político da extrema direita, o Chile reviu sua posição. Apesar disso, a declaração oficial estipula que caso Bachelet decida seguir adiante com sua candidatura, o Chile não apoiará outro concorrente, reconhecendo seu histórico político.
Por sua vez, o México, sob a liderança da presidenta Claudia Sheinbaum, permanece ao lado da ex-presidente Bachelet, enfatizando a perspetiva latino-americana na disputa por um cargo tão relevante. Em suas redes sociais, Lula elogiou Bachelet, afirmando que ela possui todas as qualificações necessárias para ser a primeira mulher latino-americana a ocupar a liderança da ONU. Ele citou sua experiência como ex-presidente, além de sua atuação como Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos e Diretora Executiva da ONU Mulheres, ressaltando seu compromisso com a paz, o fortalecimento do multilateralismo e a promoção do desenvolvimento sustentável.
Atualmente, o cargo de secretário-geral da ONU é ocupado pelo português António Guterres, reeleito em 2021 para um segundo mandato que se estende até 2026. O novo secretário-geral assumirá suas funções em 1º de janeiro de 2027, momento em que o cenário político global poderá ser bastante distinto, especialmente se o apoio à candidatura de Bachelet se consolidar.






