A embaixadora Gisela Padovan destacou a relevância da participação do presidente Lula, ressaltando a prioridade dada pelo Brasil à integração dos países latino-americanos e caribenhos, conforme previsto no Artigo 4º da Constituição brasileira. Ela também enfatizou que a Cúpula representa um passo importante na revitalização da Celac, que sofreu enfraquecimento nos últimos anos.
A escolha do Brasil em retornar à Celac no início do terceiro mandato de Lula, após sua saída no governo anterior, demonstra o compromisso do país com a integração regional. A embaixadora salientou que essa visão de unidade e cooperação entre os países da América Latina e do Caribe remonta aos líderes Bolívar e San Martín, e representa uma forma de enfrentar desafios globais e promover o desenvolvimento regional.
O presidente Lula viajou para Tegucigalpa, em Honduras, na terça-feira (8), com expectativas de debater diversos temas atuais durante a Cúpula. Questões como imigração e tarifas devem ser abordadas, em meio às políticas restritivas dos Estados Unidos e à guerra comercial iniciada pela Casa Branca.
Além disso, a proposta brasileira de uma candidatura única feminina para liderar a Organização das Nações Unidas (ONU) será discutida no encontro. A Celac, fundada em 2010, reúne uma extensa área geográfica e uma população expressiva, o que destaca sua importância como bloco regional na América Latina e no Caribe.
Dessa forma, a participação do presidente Lula na Cúpula da Celac reforça o compromisso do Brasil com a integração regional e a cooperação entre os países latino-americanos e caribenhos, promovendo um diálogo amplo e a busca por soluções conjuntas para os desafios da região.




