Durante um evento do governo federal com representantes do setor industrial da saúde, onde foi feito o anúncio de novos investimentos, Lula mencionou a conversa telefônica com Petro. “Eu estava num telefonema com a Colômbia para ver se a gente encontra uma saída política para o problema da Venezuela, para ver se a gente restabelece a tranquilidade democrática naquele país”, afirmou o presidente brasileiro. Contudo, ele não entrou em detalhes sobre o conteúdo específico do diálogo mantido com seu homólogo colombiano.
Esse contato entre os líderes do Brasil e da Colômbia ocorreu um dia após o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, decidir se afastar do papel de mediador que vinha desempenhando junto a Brasil e Colômbia na tentativa de solucionar a crise venezuelana. Durante uma coletiva de imprensa realizada no Palácio Nacional, na Cidade do México, Obrador declarou que aguardará a decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela sobre a contestação dos resultados eleitorais antes de tomar novas iniciativas.
Até então, Brasil, México e Colômbia vinham trabalhando em conjunto para solicitar a divulgação pública dos resultados de cada uma das 30 mil mesas de votação utilizadas na eleição presidencial venezuelana. Esta transparência, segundo os países envolvidos, é crucial para garantir a lisura do processo eleitoral. Além disso, os três países vinham pedindo para que as autoridades venezuelanas lidassem com cautela e moderação diante das manifestações que surgiram no país após o término da eleição.
Com o afastamento do México, cabe agora a Brasil e Colômbia, que compartilham as maiores fronteiras com a Venezuela, continuar os esforços diplomáticos na busca por um novo acordo político que possa pacificar o país e resolver o impasse entre Maduro e a oposição. Essa movimentação diplomática sublinha a importância de um consenso regional para lidar com a crise venezuelana, um desafio que requer negociação habilidosa e um compromisso robusto com a estabilidade democrática na região.
