Ambos os líderes expressaram profunda preocupação com a utilização da força contra um país da América do Sul, considerando essa ação uma violação do direito internacional e da soberania da Venezuela. A nota oficial do Planalto ressalta que esse tipo de agressão representa um precedente alarmante, capaz de ameaçar a paz e a segurança da região e a ordem internacional como um todo. Essa posição reflete uma crescente preocupação entre as nações sul-americanas em relação à estabilidade política e social na Venezuela.
Durante o diálogo, Lula e Petro também celebraram a decisão do presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, que anunciou a liberação de prisioneiros, tanto nacionais quanto estrangeiros, que se encontravam detidos no país. Este gesto é visto como um passo positivo em um momento marcado por tensões e conflitos.
Em um gesto de solidariedade, Lula informou ao presidente colombiano que, a pedido do governo venezuelano, ele havia determinado o envio de 40 toneladas de insumos e medicamentos. Essa remessa faz parte de um total de 300 toneladas já arrecadadas, destinadas a reabastecer um centro de abastecimento que foi afetado pelos recentes bombardeios americanos.
É importante destacar que Brasil e Colômbia compartilham extensas fronteiras terrestres com a Venezuela, totalizando mais de 2 mil quilômetros para cada país, o que torna esses laços ainda mais relevantes no contexto atual de crise.
Vale ressaltar que apenas um dia antes dessa conversa, Petro havia conversado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um diálogo que surgiu em meio a tensões e acusações feitas pelo americano ao colombiano. Este encontro foi interpretado como parte da complexa dinâmica internacional que envolve a América do Sul e os interesses dos Estados Unidos na região.







