Lula afirmou que a ONU deve ser capaz de intervir nos conflitos globais e que o seu atual estado de inoperância impede a resolução eficaz de crises. “A ONU deve se tornar mais representativa, incluindo mais nações ao redor do mundo, e nós, Brasil e Índia, precisamos ser membros permanentes do Conselho de Segurança”, declarou. Ele destacou que a ampliação das categorias de membros permanentes e não permanentes é essencial para a legitimidade e eficácia da governança global em tempos desafiadores.
Em conversas anteriores com Modi, Lula reforçou o compromisso do Brasil com a paz. “Não há possibilidade de desenvolvimento sustentável em um mundo conflagrado”, disse o presidente, enfatizando que as verdadeiras batalhas da humanidade devem ser contra a fome, a pobreza e a preservação ambiental.
Por sua vez, o primeiro-ministro Modi apoiou a necessidade de reformas nas instituições internacionais, afirmando que a solução para os problemas globais deve surgir do diálogo e da diplomacia. Ele também concordou com Lula sobre o terrorismo ser um inimigo comum da humanidade.
Durante o encontro em Nova Delhi, os líderes também celebraram a assinatura de acordos em áreas como pesquisa, saúde, empreendedorismo e minerais críticos. Modi descreveu o pacto sobre minerais raros como um passo significativo para fortalecer as cadeias de suprimento entre os dois países. Lula elogiou o avanço indiano em tecnologias de ponta, propondo um compromisso mútuo em promover o desenvolvimento inclusivo por meio de parcerias em energias renováveis e inovação tecnológica.
Na área da saúde, Lula mencionou memorandos relacionados à pesquisa e produção local de vacinas e medicamentos, e ambos os países estabeleceram metas ambiciosas para ampliar as trocas comerciais, já superando a marca histórica de US$ 15 bilhões em 2025, com um objetivo de US$ 20 bilhões até 2030. Lula brincou sobre a possibilidade de revisar essa meta para US$ 30 bilhões, deixando Modi em um clima descontraído.







