INTERNACIONAL – Lula e Macron discutem proposta de Conselho da Paz e enfatizam a importância do fortalecimento da ONU em telefonema sobre questões globais e guerra na Venezuela.

Na manhã desta terça-feira (27), o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva realizou uma conversa telefônica com o presidente francês Emmanuel Macron. O tema central da discussão foi a proposta do Conselho da Paz, uma iniciativa idealizada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o objetivo de promover a pacificação e reconstrução da Faixa de Gaza. O diálogo entre Lula e Macron durou cerca de uma hora e resultou em um forte consenso sobre a necessidade de fortalecer a Organização das Nações Unidas (ONU).

Ambos os líderes destacaram a importância de que as iniciativas voltadas para a paz e a segurança estejam em conformidade com os mandatos do Conselho de Segurança da ONU e seus princípios fundamentais. Durante a troca de informações, foi também revelado que Lula recebeu um convite para compor o Conselho da Paz, mas ainda não se manifestou oficialmente sobre sua aceitação. Recentemente, Lula expressou preocupação quanto ao papel de Trump, sugerindo que o presidente americano estaria tentando criar uma nova ONU com interesses próprios. A França, apesar de ter sido convidada, já rejeitou participar do conselho.

Nas últimas semanas, Lula tem mantido um intenso contato telefônico com diversos líderes globais, incluindo Xi Jinping, Vladimir Putin e Recep Tayyip Erdogan. Essa troca de ideias reafirma a posição do Brasil em ter um papel ativo nas discussões internacionais, especialmente sobre temas de relevância mundial como a questão da Venezuela. No telefonema, Lula e Macron também abordaram a situação venezuelana, condenando a violência e o uso da força que ferem o direito internacional. Eles concordaram sobre a necessidade de estabilidade e paz na América do Sul.

Outro ponto importante da conversa foi o tratado de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Lula reafirmou a importância desse acordo, que foi assinado em janeiro após longas negociações. No entanto, o Parlamento Europeu decidiu solicitar uma avaliação legal do tratado, o que pode atrasar sua implementação. A França, em particular, expressou receios de que o acordo prejudique sua agricultura por conta de importações mais baratas do Mercosul.

Em suma, a conversa entre Lula e Macron não apenas abordou questões geopolíticas relevantes, mas também destacou a continuidade das relações bilaterais entre Brasil e França. Os líderes se comprometeram a avançar nas negociações para a assinatura de acordos bilaterais, focando em áreas como defesa, ciência, tecnologia e energia, na busca por uma cooperação mais sólida e eficaz.

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