O presidente brasileiro sublinhou a importância do acordo como um sinal robusto em defesa do multilateralismo e da promoção de um comércio ordenado e previsível. Esse entendimento foi enfatizado por Lula, que reiterou sua esperança de que a parceria impulsione melhorias concretas nas condições de vida das pessoas em ambos os blocos econômicos.
Além dos temas econômicos, Lula e Sánchez também abordaram a delicada situação da Venezuela, especialmente após eventos recentes envolvendo o presidente Nicolás Maduro e desdobramentos provocados pela intervenção dos Estados Unidos. O presidente brasileiro destacou a relevância da declaração conjunta emitida por líderes como os do Chile, Colômbia, México e Uruguai, que condena a divisão do mundo em zonas de influência e o uso da força nas relações internacionais, sem respaldo na Carta da ONU. Ambos os líderes celebraram o anúncio da liberação de alguns presos na Venezuela, incluindo cidadãos espanhóis, feito pelo presidente da Assembleia Nacional do país.
No contexto mais amplo, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai já haviam manifestado sua preocupação com as ações militares dos Estados Unidos na região, condenando publicamente ataques contra a Venezuela. Na conversa com Sánchez, Lula propôs a realização, nos próximos meses, de um novo fórum “Em Defesa da Democracia – Combatendo os Extremismos” na Espanha. Essa iniciativa visa dar continuidade a uma série de encontros anteriores que ocorreram em Santiago e Nova York, enfatizando o compromisso dessas nações com a defesa da democracia e a promoção da paz na região. Os líderes demonstraram unanimidade em seus esforços para fortalecer a colaboração mútua e abordar desafios comuns que impactam a estabilidade e o desenvolvimento de suas nações.
