No contexto atual, o cenário em Gaza é desolador, com a infraestrutura quase totalmente devastada. O governo de Israel e o grupo armado Hamas assinaram, em outubro do ano passado, um acordo de cessar-fogo visando interromper o ciclo de violência que afetou principalmente civis, incluindo mulheres e crianças. O presidente Lula expressou sua satisfação pelo cessar-fogo, mas também abordou a vital questão da reconstrução da região, reforçando o compromisso do Brasil com a paz duradoura no Oriente Médio.
Durante a conversa, ambos os líderes discutiram as perspectivas para a recuperação de Gaza e o andamento do plano de paz em curso. O Palácio do Planalto destacou que Lula e Abbas concordaram em manter um canal de comunicação aberto sobre esses assuntos críticos, evidenciando a disposição de ambos os países em buscar soluções pacíficas para o conflito.
Contudo, apesar do acordo de cessar-fogo, relatos de bombardeios e confrontos persistem na região, com agências da ONU alertando sobre os recentes desdobramentos violentos. Esses episódios indicam que a tranquilidade ainda é uma meta distante para os habitantes de Gaza.
No mesmo dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o lançamento de um novo órgão chamado “Conselho de Paz”, cujo objetivo é buscar a pacificação e a reconstrução de Gaza. O evento ocorreu durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, e Lula foi convidado a participar, junto com outros líderes internacionais.
Na visão de Mahmoud Abbas, um plano de paz sustentável deve garantir a soberania palestina sobre o território. No entanto, até agora, as propostas de Trump incluem a formação de um comitê executivo para administrar Gaza, embora sem a presença de lideranças palestinas, o que gera preocupações quanto à efetividade e à aceitação do plano.
