O presidente criticou os ataques frequentes das potências globais à autoridade da Organização das Nações Unidas (ONU) e seu Conselho de Segurança. Ele argumentou que, quando o uso da força se torna uma prática regular em disputas, ao invés de uma exceção, a paz e a segurança global correm riscos significativos. Lula também destacou que a aplicação seletiva das normas internacionais prejudica a integridade do sistema global, criando um ambiente de anomia que enfraquece não apenas nações individuais, mas também o próprio arcabouço internacional.
No tocante à democracia, Lula salientou que líderes de qualquer nação devem ser responsabilizados por ações que coloquem em risco a democracia e os direitos fundamentais. Contudo, ele se opôs à ideia de que um país tenha o direito unilateral de agir como juiz. Essa prática, segundo ele, não apenas ameaça a estabilidade global, mas também desorganiza o comércio internacional, agrava a crise de refugiados e dificulta a luta contra o crime organizado e outras ameaças transnacionais.
Particularmente em relação à América Latina e ao Caribe, Lula expressou preocupação com a aplicação dessas práticas, que, segundo ele, introduzem violência e instabilidade em uma região que busca a paz por meio da igualdade soberana e da autodeterminação. Ele destacou que essa é a primeira vez em mais de 200 anos que a América do Sul enfrenta um ataque militar direto por parte dos Estados Unidos.
Além de abordar a situação na Venezuela, Lula enfatizou a importância de uma agenda regional que promova o desenvolvimento e a integração. Ele sugeriu que a cooperação na infraestrutura, criação de empregos e combate à pobreza são essenciais para os países da região. O presidente reitera que o futuro da Venezuela deve ser determinado por seu povo, onde um processo inclusivo será fundamental para um futuro democrático e sustentável.
Lula finalizou afirmando que o Brasil continuará a trabalhar ao lado do povo venezuelano, defendendo a proteção da extensa fronteira e o aprofundamento das relações bilaterais. Ele também enfatizou a importância da colaboração entre Brasil e Estados Unidos, destacando que a união de esforços é essencial para enfrentar os desafios que permeiam o continente americano.






