Em seu discurso, Lula enfatizou a importância de não ter vergonha de se identificar como progressista, afirmando que a liberdade de expressão deve ser respeitada dentro das normas democráticas. Entre os pontos destacados, o presidente lembrou os avanços conquistados pela esquerda em favor de grupos historicamente marginalizados, como trabalhadores, mulheres, a população negra e a comunidade LGBTQIA+. No entanto, ele reconheceu que a esquerda enfrentou dificuldades para desafiar o pensamento econômico dominante, o que acabou permitindo o crescimento de ideologias reacionárias.
Lula criticou o impacto do neoliberalismo, mencionando que suas promessas de prosperidade resultaram em fome, desigualdade e crises incessantes. Em um tom reflexivo, o presidente afirmou que muitos governantes de esquerda, ao serem eleitos, acabaram por adotar políticas austeras e se tornaram parte do que inicialmente criticavam. Ele convocou seus colegas progressistas a se manterem fiéis a suas promessas de campanha, sem trair a confiança dos eleitores que buscam melhorias reais em suas vidas.
Além disso, Lula destacou a habilidade da extrema-direita em canalizar a frustração popular, frequentemente alimentando discursos de ódio contra minorias. Para ele, essa situação demanda uma reavaliação da maneira como os progressistas se posicionam no cenário político e econômico.
O presidente também classificou líderes de nações com assento permanente no Conselho de Segurança da ONU como “senhores da guerra”, questionando o uso exorbitante de recursos em armamentos em vez de investir em questões sociais urgentes, como a erradicação da fome. Ele debateu a diferença real entre democracia e desigualdade, enfatizando que a falta de dignidade e oportunidades para os cidadãos desarma a verdadeira essência do que significa viver em uma sociedade democrática.
A viagem de Lula à Europa continua com compromissos na Alemanha e em Portugal, onde se reunirá com líderes locais em busca de fortalecer laços e discutir temas relevantes para a região e para o Brasil. A expectativa é que esses encontros contribuam para ampliar a cooperação internacional e apoiar a agenda progressista em escala global.







