Em sua declaração, o presidente questionou a justificativa para uma intervenção estrangeira e declarou que o Brasil não aceitará ser tratado como uma “republiqueta”. Ele enfatizou que o país possui uma grandeza que deveria ser reconhecida e respeitada internacionalmente. Lula expressou sua tristeza em relação à postura das autoridades americanas, afirmando que o Brasil é um país respeitável que luta contra o crime organizado internamente. Para reforçar essa luta, mencionou que leis antifacção e de combate ao crime organizado já foram aprovadas.
O presidente também levantou preocupações sobre possíveis interesses dos EUA nas riquezas minerais brasileiras, ressaltando que, além dos problemas de segurança, o Brasil possui vastos recursos naturais e terras raras que seriam objetos de interesse americano. Ele fez um alerta sobre a necessidade de proteger a Amazônia e os recursos hídricos do país, afirmando com firmeza que a Amazônia não pertence a ninguém além dos brasileiros.
Lula destacou que, durante uma conversa com o ex-presidente Donald Trump, abordou a importância do respeito mútuo entre nações, independentemente de seu tamanho ou influência. Ele se posicionou contra a disparidade de tratamento entre países menores e os EUA, afirmando a necessidade de um diálogo respeitoso e educado. Em relação à cooperação, Lula se mostrou aberto à colaboração, mas insistiu que isso deve incluir ações nos Estados Unidos para combater o crime organizado. Ele citou casos específicos de criminosos brasileiros que estariam escondidos no país norte-americano, pedindo a entrega desses indivíduos como parte de um esforço conjunto contra a criminalidade.
Assim, o presidente Lula reafirmou seu compromisso com a segurança interna do Brasil e com a integridade da soberania nacional, chamando a atenção para a necessidade de um entendimento mais profundo e respeitoso nas relações internacionais.
