Trump já havia anunciado que não convidaria o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, para a próxima cúpula do G20, agendada para novembro nos Estados Unidos. Essa decisão se alinha a uma série de alegações infundadas que Trump fez ao longo do último ano, atacando a política de reforma agrária da África do Sul e levando a medidas como a suspensão de ajuda financeira ao país africano.
Em uma conversa recente com Ramaphosa, Lula enfatizou que os Estados Unidos não têm autoridade para proibir a participação de um dos membros fundadores do G20 em um evento tão importante. Ele ressaltou que a presença do presidente sul-africano é essencial e que “ele não pode deixar de ir porque Trump disse para não ir.” Lula manifestou curiosidade sobre o que acontecerá no evento e se a África do Sul realmente será excluída.
Durante uma coletiva de imprensa em Hannover, na Alemanha, o presidente brasileiro reiterou sua convicção de que, se fosse Ramaphosa, ele compareceria ao G20 não como convidado, mas como um integrante legítimo do grupo. O ex-presidente tem se envolvido em uma viagem oficial pela Europa, incluindo passagens pela Espanha e, posteriormente, por Portugal, antes de retornar ao Brasil.
Lula, ao ser questionado sobre as alegações de Trump sobre um suposto “genocídio branco” na África do Sul, reafirmou que essas acusações são falsas e que o veto à participação de um país como a África do Sul representaria um enfraquecimento do próprio G20. “Se tirarem a África do Sul hoje, amanhã será a Alemanha, depois o Brasil. Precisamos nos unir”, alertou Lula, recordando que o G20 é um fórum multilateral, criado durante a crise econômica de 2008, e que todos os 20 membros têm direito de participar. A mensagem é clara: a coesão entre os países é fundamental para a integridade e a eficácia do grupo.
