INTERNACIONAL – Lula Defende Matriz Energética Limpa e Proteção ao Trabalho em Discurso na Hannover Messe, Relacionando Tecnologia e Sustentabilidade à Economia Brasileira.

No último domingo, 19 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um forte apelo por uma matriz energética limpa no Brasil, destacando a importância da cooperação com a Europa, especialmente no contexto da atual crise energética global. Durante sua participação na Hannover Messe, considerada a maior feira industrial do mundo, Lula ressaltou que o Brasil possui condições favoráveis para auxiliar a União Europeia a reduzir custos de energia e a descarbonizar sua indústria. Com um discurso enfático, ele pediu que as normas do bloco europeu levem em consideração a energia limpa utilizada nos processos produtivos brasileiros.

Acompanhado pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, e outros representantes de governos e do setor privado, Lula pediu a desmistificação de narrativas prejudiciais sobre a agricultura brasileira. Para ele, criar barreiras adicionais para biocombustíveis é uma atitude contrária à sustentabilidade e à eficiência energética. O presidente anunciou que, em 2026, o Brasil lançará um programa robusto focado na chamada economia verde e na Indústria 4.0, destacando que este é um momento crítico da geopolítica global, repleto de paradoxos.

Lula mencionou ainda o impacto ambivalente da inteligência artificial, que, apesar de aumentar a produtividade, é também usada em contextos questionáveis, como operações militares. Em suas declarações sobre o mercado de trabalho, o presidente celebrou o recorde de baixa taxa de desemprego no Brasil, e fez um apelo para que empresários e pesquisadores considerem os efeitos da tecnologia sobre os trabalhadores.

Por outro lado, Lula criticou a atual situação geopolítica, referindo-se à guerra em curso envolvendo os Estados Unidos e Israel, a qual ele descreveu como uma “maluquice”. Ao abordar o impacto desse conflito, o presidente salientou que o Brasil, apesar de ser pouco afetado, já tomou medidas para contornar as consequências econômicas, destacando a dependência de 30% do diesel importado.

Em seu discurso, Lula lamentou as desigualdades globais em contraste com os altos gastos militares e insistiu na responsabilidade dos países mais poderosos, especialmente os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, para buscarem soluções que aliviem essa realidade. Ele alertou que as flutuações nos preços do petróleo, exacerbadas por conflitos no Oriente Médio, têm um impacto direto sobre os mais vulneráveis, aumentando a insegurança alimentar e a inflação.

Em meio a esses desafios, Lula reafirmou o compromisso do Brasil com a sustentabilidade, lembrando que o país reduziu o desmatamento na Amazônia em 50% nos últimos três anos. Ele também destacou que a energia elétrica gerada no Brasil é majoritariamente limpa e anunciou a ambição de impulsionar a produção de hidrogênio verde.

O presidente ainda defendeu parcerias internacionais na exploração de recursos minerais críticos, posicionando o Brasil como um ator importante no cenário global, não apenas como exportador, mas como parceiro em tecnologia e inovação. Ao encerrar seu discurso, Lula enfatizou o valor do acordo entre Mercosul e União Europeia, que criará um mercado de 720 milhões de pessoas, reafirmando a importância de investimentos e colaborações estratégicas para enfrentar os desafios do futuro.

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