O processo de apuração dos votos ocorreu ao longo de 17 dias, embora a maior parte tenha sido realizada por meio de cédulas de papel. Durante esse período, a disputa entre os dois candidatos se configurou como uma das mais acirradas da história recente do país, com a liderança mudando de mãos várias vezes, incluindo um momento em que ambos os candidatos chegaram a estar empatados em termos de votos.
Na última terça-feira, Roberto Sánchez, representante da esquerda peruana e candidato do partido Juntos por el Perú, manifestou seu desconforto em relação aos resultados. Ele afirmou não reconhecer a legitimidade do resultado, alegando irregularidades e fraude na contagem de votos, especialmente os provenientes do exterior. O partido, então, apresentou um recurso na Justiça buscando anular alguns votos registrados fora do país.
Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou o Peru de 1990 a 2000 sob um regime controverso, fez história ao se tornar a primeira mulher a ser eleita presidente do país por meio de votação popular. Essa é a terceira tentativa de Fujimori na corrida presidencial, tendo sido derrotada em suas duas disputas anteriores. Com essa nova vitória, Keiko se tornará a nona presidenta do Peru na última década, destacando a instabilidade política que tem caracterizado a nação andina nos últimos anos.
As implicações dessa eleição são vastas e as consequências políticas serão acompanhadas de perto, tanto por apoiadores quanto por críticos, que já começam a levantar bandeiras em sinal de descontentamento e expectativa. O clima político e social no Peru segue tenso, com a população observando de perto os próximos passos da nova liderança.





