O presidente, conhecido por seu estilo combativo, não hesitou em desferir ataques verbais contra os profissionais de imprensa, referindo-se a eles de maneira depreciativa. Essa nova atitude de Milei, que tem se manifestado frequentemente em confrontos com a mídia, gerou graves preocupações entre jornalistas e defensores da liberdade de expressão.
Jornalistas credenciados, em uma declaração conjunta, expressaram sua indignação em relação à decisão, considerando-a injustificada. Eles afirmaram que a negativa de acesso à imprensa configura um ataque direto à liberdade de imprensa e ao direito do público de ser informado. O descontentamento não se limitou aos profissionais da mídia; a Associação de Entidades Jornalísticas Argentinas (Adepa) também manifestou “máxima preocupação” com a iniciativa do governo, ressaltando que a proibição não tem precedentes na vida democrática do país. A Adepa fez um apelo à revisão da proibição, ressaltando a importância do pleno exercício da liberdade de imprensa.
A crítica a essa medida não vem apenas de profissionais da mídia. A deputada federal Mónica Frade, da oposição, evidenciou que, mesmo durante os anos obscuros da ditadura militar, os jornalistas não enfrentaram restrições de acesso à Casa Rosada. Frade classificou o fechamento do comitê de imprensa como um dos piores símbolos da fragilidade da democracia argentina.
Com a crescente preocupação sobre a liberdade de imprensa no país, observa-se um cenário tenso e potencialmente preocupante para o futuro do jornalismo na Argentina sob a nova administração. A atuação de Milei, cujos métodos são considerados autoritários por diversos analistas, levanta um alerta sobre o equilíbrio entre segurança e liberdade de expressão em uma democracia.