O cenário se agrava pela recente escalada de conflitos no Líbano, marcada por bombardeios intensos da Israel, que resultaram na morte de 303 pessoas e ferimentos em 1,1 mil em um único dia. Desde o início das hostilidades em 2 de março, o conflito já contabiliza mais de 1.800 mortes e cerca de 6.000 feridos. Abdinasir Abubakar, representante da OMS no Líbano, alertou que os hospitais continuam recebendo relatos de corpos não identificados e partes de corpos recuperadas. A OMS também enfatizou que a proteção das instalações médicas e dos profissionais de saúde é garantida pelo direito internacional humanitário, e sua falta compromete o atendimento emergencial a milhares de pessoas.
O Ministério da Saúde do Líbano informou que, antes da nova escalada, Israel já havia realizado 93 ataques contra unidades de saúde, resultando na morte de 57 profissionais e ferindo 158. Enquanto isso, Israel não se manifestou oficialmente sobre a evacuação dos hospitais, mas seu porta-voz militar, Avichay Adraee, acusou o Hezbollah de utilizar infraestrutura civil, incluindo hospitais e ambulâncias, para atividades militares. Ele alegou que a continuidade dessa prática levará Israel a agir em conformidade com o direito internacional contra atividades militares que se utilizem dessas instalações.
No entanto, a Anistia Internacional contestou essas alegações, afirmando que Israel não apresentou evidências para apoiar suas acusações. A organização critica a estratégia repetitiva de bombardear instalações médicas, mencionando eventos semelhantes em Gaza e no Líbano em 2024, e denunciou que tratar hospitais e seus profissionais como alvos em um campo de batalha é inaceitável, independentemente das circunstâncias.
