Segundo a Autoridade Prisional de Israel, esses “noventa terroristas” foram liberados de prisões militares localizadas na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém pouco depois da meia-noite. As imagens da libertação dos detidos foram marcadas por manifestações de apoio ao longo do percurso dos veículos que os transportaram, com pessoas agitando bandeiras palestinas e de movimentos como o Hamas.
Entre os detidos liberados, a jornalista Bouchra al-Tawil compartilhou sua experiência de espera, destacando a dificuldade do período de cativeiro e a sensação de alívio ao finalmente ser libertada. Por outro lado, horas antes, dirigentes do Hamas informaram à imprensa sobre a entrega dos três reféns israelenses ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha na cidade de Gaza.
Os reféns libertados foram identificados como Emily Damari, Doron Steinbrecher e Romi Gonen, todas capturadas pelo Hamas em outubro de 2023. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, expressou solidariedade às mulheres, destacando os dias difíceis vividos durante o cativeiro.
Além disso, a trégua estabelecida permitiu que milhares de palestinos deslocados buscassem retornar às suas casas, mesmo diante da destruição causada pelos conflitos. O acordo de cessar-fogo, intermediado por países como Catar, Estados Unidos e Egito, visa encerrar definitivamente a guerra e prevê a libertação de reféns e prisioneiros como parte do processo de reconciliação na região. A expectativa é de um futuro de paz duradoura, porém, ressalta-se que Israel se reserva o direito de retomar as hostilidades, se necessário.
Assim, a esperança de uma resolução pacífica e duradoura para o cenário de conflito em Gaza permanece viva, com a comunidade internacional atenta aos desdobramentos das negociações e acordos firmados entre as partes envolvidas.





