Segundo o comunicado oficial, Netanyahu convocou o Gabinete de Segurança e posteriormente o governo para aprovar o acordo. O primeiro-ministro expressou seu apreço pela equipe de negociação e por todos os envolvidos no processo. Além disso, as famílias dos reféns foram informadas para coordenar os preparativos para receber aqueles que estão sob o poder do Hamas.
O governo israelense reiterou seu compromisso em alcançar todos os objetivos da guerra, incluindo o retorno de todos os reféns, vivos e mortos. Enquanto isso, o ministro da Segurança Pública, Itamar Bem-Gvir, anunciou que votará contra o acordo e deixará o governo caso seja aprovado, alegando que o acordo é desastroso por liberar terroristas com sangue nas mãos.
O acordo de cessar-fogo estabelece uma fase inicial de seis semanas de trégua com a retirada gradual das forças israelenses de Gaza e a libertação de 33 reféns em troca de palestinos presos por Israel. A última fase prevê a discussão de um governo alternativo em Gaza e planos para a reconstrução da região.
Apesar do anúncio do cessar-fogo por autoridades do Catar e dos Estados Unidos, Israel continuou os bombardeios em Gaza, resultando na morte de mais de 100 pessoas desde o início da trégua. As Forças de Defesa de Israel realizaram ataques a 50 alvos na Faixa de Gaza ligados ao Hamas e à Jihad Islâmica em um período de 24 horas.
A situação continua tensa e incerta, com a população aguardando a decisão final do governo israelense em relação ao acordo de cessar-fogo e as consequências que isso poderá trazer para a região.





