Segundo informações do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, as cerimônias promovidas pelo Hamas para a entrega dos reféns desrespeitaram os termos do acordo, levando à decisão de adiar a libertação dos prisioneiros palestinos. O governo israelense alegou que as cerimônias realizadas pelo grupo palestino foram consideradas humilhantes para os reféns israelenses.
As cerimônias de libertação dos reféns têm gerado polêmica e descontentamento por parte das autoridades de Tel Aviv. No último sábado, um dos reféns demonstrou afeto ao beijar um soldado da resistência palestina durante sua libertação, o que foi considerado incomum.
O Hamas condenou o atraso na libertação dos detidos palestinos e classificou a decisão de Israel como uma violação do acordo de cessar-fogo. O grupo afirmou que as cerimônias de libertação não tinham a intenção de humilhar os prisioneiros, mas sim de proporcionar um tratamento humano e digno a eles.
Além disso, o Hamas denunciou as condições em que os detidos palestinos têm sido libertados, relatando que muitos são soltos com as mãos amarradas e os olhos vendados, enquanto suas famílias enfrentam ameaças de punição caso comemorem a chegada dos parentes libertados.
O acordo entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza também previa a troca de sequestrados israelenses por prisioneiros palestinos feitos por Israel. O Hamas solicitou a intervenção de mediadores e da comunidade internacional para pressionar Israel a cumprir o acordo e garantir a libertação dos detidos palestinos sem mais atrasos.
