De acordo com autoridades locais, as chamas no Al-Salmi foram controladas rapidamente e não houve vazamento de óleo ou ferimentos na tripulação. Contudo, a Kuweit Petroleum Corp, proprietária do navio, relatou danos significativos ao casco da embarcação. A carga, que incluía 1,2 milhão de barris de petróleo saudita e 800 mil barris de petróleo do Kuwait, estava a caminho de Qingdao, na China. Surpreendentemente, a Guarda Revolucionária do Irã declarou que o alvo do ataque era na verdade um navio de contêineres, possivelmente o Haiphong Express, ancorado próximo ao Al-Salmi, o que levanta questões sobre os objetivos estratégicos por trás do ataque.
Com o conflito no Oriente Médio se intensificando nas últimas semanas e a perda de milhares de vidas, o impacto econômico começa a ser sentido globalmente, com a alta repentina nos preços do petróleo após o ataque. O Al-Salmi, que tem capacidade para transportar até 2 milhões de barris, representa um ativo valioso, avaliado em mais de US$ 200 milhões.
No cenário diplomático, o Paquistão tenta intermediar as tensões, com seu ministro das Relações Exteriores, Ishaq Dar, programado para discutir a questão durante uma visita à China. A China, que mantém relações estreitas com o Irã como um dos principais compradores de seu petróleo, pediu por paz e uma desescalada nas hostilidades. Enquanto isso, informações indicam que o Irã recebeu propostas de paz dos EUA, mas as considerou excessivas e pouco viáveis.
O clima de incerteza paira sobre o futuro das relações entre as nações envolvidas, e as ameaças de Trump de ações severas, como a destruição de instalações vitais do Irã, elevam ainda mais a tensão regional. O chefe de energia da União Europeia também alertou os Estados membros sobre a necessidade de se prepararem para possíveis interrupções prolongadas nos mercados de energia, refletindo a volatilidade atual.






