O regime iraniano está exigindo intervenção imediata dos países mediadores para que um novo acordo de cessar-fogo inclua todos os focos de conflito, particularmente as regiões do Líbano e da Faixa de Gaza, que enfrentam bombardeios intensificados nas últimas semanas. O porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento do Irã, Ebrahim Rezaei, foi ainda mais enfático em suas declarações, exigindo o fechamento do Estreito de Ormuz em retaliação às hostilidades israelenses. Ele ressaltou que os libaneses que lutaram ao lado do Irã merecem apoio irrestrito.
As Forças Armadas iranianas também comunicaram que manterão um controle “inteligente” sobre o Estreito de Ormuz, estratégico para o tráfego internacional de petróleo e gás, embora os detalhes dessa supervisão ainda não tenham sido precisados.
Em resposta às alegações sobre ataques, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reafirmou seu apoio ao acordo mediado entre os Estados Unidos e o Irã, mas fez questão de esclarecer que o Líbano não seria parte desse cessar-fogo. As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram bombardeios massivos, atingindo 100 alvos em um curto espaço de dez minutos, resultando em uma série de vitórias táticas no terreno. O Ministério da Saúde do Líbano reportou um número alarmante de vítimas, com “dezenas de mortos e centenas de feridos” após os ataques.
Enquanto vídeos das destruições no centro de Beirute ganham destaque, o Hezbollah instou os moradores a não retornarem para casa até que um cessar-fogo formalmente declarado entre em vigor. O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, expressou sua indignação em relação aos ataques israelenses, enfatizando a falta de consideração de Israel por esforços diplomáticos e pelo direito internacional.
Além disso, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador do cessar-fogo entre EUA e Irã, alertou que a violação deste acordo poderia comprometer o delicado processo de paz. Ele apelou a todas as partes envolvidas para que respeitem o cessar-fogo estabelecido, permitindo que a diplomacia possa avançar em busca de uma resolução pacífica para o conflito. Desde o início das hostilidades em março, a situação precária deixou mais de 1,5 mil mortos e mais de 4 mil feridos, impactando severamente a infraestrutura do Líbano, incluindo o ataque a unidades de saúde e o deslocamento de mais de um milhão de pessoas.
