De acordo com o levantamento do IBGE, a prévia da inflação oficial acumula uma variação de 4,35% no ano e de 4,77% nos últimos 12 meses. Esse cenário de alta nos índices inflacionários reflete diretamente no bolso dos consumidores, impactando principalmente os gastos com alimentos e bebidas, que tiveram uma alta de 1,34% no período analisado.
Dentre os produtos alimentícios que mais contribuíram para esse aumento de preços em novembro estão o óleo de soja (8,38%), o tomate (8,15%) e as carnes (7,54%). Além disso, o grupo de despesas com transportes também apresentou uma inflação significativa, com destaque para itens como passagem aérea (22,56%), ônibus urbano (1,34%), gás veicular (1,06%) e gasolina (0,07%).
Outros setores que registraram aumento de preços foram despesas pessoais (0,83%), habitação (0,22%), vestuário (0,36%), saúde e cuidados pessoais (0,18%) e comunicação (0,11%). Apenas o grupo de educação apresentou uma leve deflação de 0,01% no período analisado.
É importante ressaltar que o IPCA-15 de novembro foi calculado com base em preços coletados entre 12 de outubro e 12 de novembro, em comparação com o período anterior de 14 de setembro a 11 de outubro. Diante desse cenário de aceleração da inflação, os consumidores devem ficar atentos aos impactos nos seus orçamentos e buscar alternativas para mitigar os efeitos desse aumento de preços.
