Várias pessoas ainda estavam presas nas torres durante a conflagração, conforme informações divulgadas pela polícia local. Duas das vítimas gravemente feridas estavam em estado crítico, recebendo cuidados intensivos devido a queimaduras severas. O Wang Fuk Court, o complexo afetado, abriga cerca de 2 mil unidades residenciais distribuídas em oito blocos de 31 andares, muitos dos quais estão atualmente cobertos por andaimes de bambu, um material tradicional ainda comumente utilizado na construção em Hong Kong.
Imediatamente após o início do incêndio, uma operação de resgate foi iniciada, mas a situação se complicou rapidamente. Moradores se reuniram em uma passarela próxima, observando horrorizados a operação dos bombeiros e os intensos esforços para conter as chamas. Dezenas de veículos de emergência, incluindo carros de bombeiros e ambulâncias, cercaram a área, enquanto as equipes de resgate buscavam informações sobre o número de pessoas que ainda poderiam estar dentro dos edifícios em chamas. A falta de uma estimativa rápida complicou ainda mais a situação, aumentando a preocupação entre familiares e amigos que aguardavam notícias sobre entes queridos.
Além das vítimas e do trauma emocional, o incêndio causou interrupções significativas no tráfego local. O Departamento de Transporte de Hong Kong anunciou o fechamento de uma parte da estrada Tai Po, uma das principais vias da região, alterando o trajeto de ônibus e dificultando o acesso ao local para equipes de emergência.
Este incidente trágico lança um foco crítico sobre as normas de segurança em habitações e a vulnerabilidade das construções em áreas urbanas densas. O impacto do fogo em um complexo residencial tão grande reafirma a necessidade urgentemente de medidas de segurança aprimoradas nas edificações da região. Enquanto a investigação sobre as causas do incêndio segue, a comunidade de Hong Kong se une em luto pelas vidas perdidas e em solidariedade às famílias afetadas.
