INTERNACIONAL – Hezbollah Retalia Contra Israel Após Violação de Cessar-Fogo, Com Ofensiva Mortal e Confirmação de Múltiplos Ataques na Região nesta Quinta-feira.

Na última quinta-feira, o grupo libanês Hezbollah intensificou suas operações militares contra Israel, marcando um novo capítulo de hostilidades na região. A escalada se deu após a violação de um cessar-fogo estabelecido entre os Estados Unidos e o Irã. O governo de Benjamin Netanyahu, por sua vez, respondeu com uma ofensiva significativa no Líbano, que resultou em pelo menos 250 fatalidades, exacerbando ainda mais a situação.

De acordo com declarações do Hezbollah, os combatentes realizaram ataques de foguetes direcionados ao assentamento de Manara, como parte de uma retaliação firmada em defesa do Líbano. O grupo informou que essa ofensiva incluía ataques a outros locais, como Avivim e Shomera. O Hezbollah afirmou que suas ações continuariam até que o ataque israelense contra Lebanon e seu povo fosse interrompido.

Enquanto isso, a resposta de Israel foi clara: as autoridades israelenses rejeitaram qualquer inclusão do Líbano nas cláusulas do cessar-fogo e anunciaram que as operações de combate prosseguiriam com o objetivo de eliminar quaisquer ameaças ao Estado hebreu. A Força de Defesa de Israel (FDI) relatou a morte de oito membros do Hezbollah, incluindo Maher Qassem Hamdan, comandante da milícia em Chebaa, além de afirmar que seguem com operações terrestres no sul do Líbano.

O cenário de conflitante tornou-se ainda mais caótico com a ameaça do Irã de romper o cessar-fogo, uma vez que os bombardeios continuam a afetar o Líbano. Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, insistiu que o país não fazia parte do acordo, o primeiro-ministro paquistanês, mediador do cessar fogo, ressalta que a trégua incluía o Líbano.

A comunidade internacional também está atenta ao desenrolar dos eventos. França, Reino Unido e outros países da Europa pressionam para que o Líbano seja considerado nas negociações para o cessar-fogo. O presidente libanês, Masoud Pezershkian, criticou as ações continuadas de Israel, que tornam as discussões para o fim da guerra “sem sentido”.

Neste contexto volátil, representantes do Irã e dos EUA se encontrarão em Islamabad, no Paquistão, para discutir as condições de um possível acordo para restabelecer a trégua, que já encontra-se fragilizada. A origem desse conflito remonta à década de 1980, resultante de um histórico de invasões, tensões políticas e recentes escaladas de violência, que encontram seus ecos nas recentes destruições na Faixa de Gaza. O Hezbollah, ao retomar seus ataques, se apresenta como um defensor da causa palestina, aproveitando a situação para intensificar seu papel político e militar na região.

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