Petro, que tem um histórico de envolvimento com o movimento guerrilheiro M19 nos anos 1980, reforçou que sua determinação em defender a pátria é inabalável, mesmo tendo prometido nunca mais pegar em armas desde a assinatura do Pacto de Paz em 1989. “Pela Pátria pegarei novamente em armas, ainda que não queira”, declarou. Essa retórica provocativa foi acompanhada de instruções diretas à força pública, que, segundo ele, deve estar disposta a proteger a soberania nacional. Os comandantes que não se alinharem a essa orientação, segundo Petro, devem deixar suas posições.
O presidente deixou claro que a ordem da força pública é focar suas ações contra “invasores” e não contra o próprio povo, enfatizando a importância de preservar a soberania popular. Ele declarou que cada membro das Forças Armadas deve escolher entre a bandeira da Colômbia e a dos Estados Unidos, sob a premissa de que a lealdade deve estar com a nação.
Além disso, Gustavo Petro se defendeu contra acusações feitas por Trump, que o rotulou como um “homem doente” à frente de uma nação “doente.” O presidente colombiano reafirmou sua legitimidade, destacando que foi eleito democraticamente e que não tem qualquer ligação com o tráfico de drogas, ao contrário do que foi sugerido por Trump. Ele também compartilhou que sua situação financeira é clara e não reflete ambições ilícitas.
Petro finalizou suas declarações expressando confiança em seu povo, apelando para que a nação se una em defesa contra qualquer ato violento que possa ameaçar sua presidência. As palavras do presidente ecoam forte em um momento de instabilidade nas relações entre a Colômbia e os Estados Unidos, especialmente após a prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação americana.
