INTERNACIONAL – Greve Geral na Argentina Afeta Voos da Latam e Paralisa Exportações de Grãos em Protesto Contra Reforma Trabalhista

Na quarta-feira, 19 de outubro, a Argentina vivenciou uma greve geral que impactou significativamente as operações aéreas da Latam Airlines. A empresa anunciou uma série de alterações nos horários de decolagens e pousos, motivadas pela adesão formal de sindicatos que representam trabalhadores da Intercargo, responsável pelos serviços em aeroportos em todo o território argentino. A Latam alertou que, embora alguns voos possam sofrer atrasos ou mudanças de data, isso não necessariamente implicará cancelamentos.

A companhia recomenda que os passageiros verifiquem o status de seus voos antes de se dirigirem aos aeroportos. Aqueles que forem afetados por cancelamentos ou reprogramações poderão alterar suas passagens sem custo adicional, podendo escolher uma nova data dentro do prazo de um ano a partir da data original. Alternativamente, também terá a opção de solicitar o reembolso integral das reservas.

A greve, convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), está programada para durar até a meia-noite de quinta-feira, 20 de outubro. O movimento é um protesto contra a recente reforma trabalhista aprovada pelo Senado argentino, que agora segue para análise na Câmara dos Deputados. A proposta de reforma busca flexibilizar as regras de trabalho, incluindo a ampliação das jornadas para até 12 horas e alterações nas férias, com o objetivo de reduzir custos trabalhistas e estimular a criação de empregos formais. O governo argentino espera que o texto seja aprovado até 1º de março, mas a CGT afirma que essas mudanças ameaçam os direitos trabalhistas, incluindo o direito à greve.

Além disso, a greve também afetou as atividades no setor de exportação de grãos, que já estavam paralisadas devido a uma greve de dois dias dos trabalhadores marítimos, também em protesto contra a reforma. Essa paralisação afetou a movimentação de navios e o transporte em importantes centros de exportação, como Rosário, que é crucial para a economia agrícola da Argentina, um dos maiores exportadores do mundo de óleo e farelo de soja.

Diante desse cenário, os sindicatos reafirmam a luta pela preservação de direitos trabalhistas e pela estabilidade no emprego, destacando a importância da mobilização contra as alterações propostas. A situação permanece em desenvolvimento, com diversas entidades se manifestando em apoio à greve e exigindo a revisão das medidas propostas pelo governo.

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