O governo brasileiro enfatizou que o tipo de violência perpetrada por essas facções tem uma natureza exclusivamente ligada ao lucro, principalmente através do tráfico de drogas e de armas, e não pode ser confundido com as motivações ideológicas típicas do terrorismo internacional. Em sua nota, o governo argumentou que essa classificação dos EUA poderia ter repercussões prejudiciais não apenas no combate ao crime, mas também na economia e no sistema financeiro do Brasil, particularmente em relação a inovações financeiras como o sistema de pagamentos instantâneos, o Pix.
“O uso de medidas unilaterais e não negociadas pode enfraquecer nossa capacidade de combate aos criminosos, colocar em risco a vida de pessoas inocentes e comprometer o compartilhamento de informações entre as forças policiais”, destacou a nota oficial. Além disso, o governo apontou que os EUA estão monitorando o sistema de pagamento do Brasil devido a supostas práticas de concorrência desleal que prejudicam empresas financeiras norte-americanas.
Além disso, o governo denunciou que membros da família Bolsonaro estariam tentando incitar autoridades estrangeiras a interferirem em assuntos internos do Brasil. O pré-candidato à presidência, senador Flávio Bolsonaro, foi mencionado como alguém que recentemente buscou apoio de Donald Trump para rotular grupos narcotraficantes como terroristas. O governo considerou essa atitude lamentável e indicou que a segurança da população não deve ser manipulada politicamente.
O comunicado também reconheceu que o PCC, o CV e outras facções praticam atos de terrorismo, mas distinguiu esses crimes do terrorismo internacional, que possui motivações ideológicas. Em resposta a essa problemática, o governo brasileiro anunciou a aprovação de uma nova legislação que visa combater o crime organizado com penas que podem chegar até 80 anos de prisão, a maior prevista na legislação nacional. Assim, o governo mantém o compromisso de combater a violência e o crime organizado de forma autônoma e determinada.





