Maduro e Flores foram detidos durante uma operação militar em Caracas e, desde então, foram levados para uma corte em Nova York, onde compareceram a uma audiência de custódia. Durante esse processo, Maduro proclamou sua inocência em relação às diversas acusações atribuídas pelo governo norte-americano. Os Estados Unidos alegam que o casal comanda um governo corrupto e não legítimo, estando envolvidos em atividades de narcoterrorismo, assim como em conspirações para importar drogas e posse de armamentos ilícitos.
Neste contexto tenso, o Conselho de Segurança das Nações Unidas também se reuniu para discutir as implicações do ataque militar à Venezuela e o sequestro de Maduro. A subsecretária-geral da ONU para assuntos políticos, Rosemery DiCarlo, expressou sua profunda preocupação sobre a falta de respeito às normas do direito internacional que cercam tais ações militares.
O sequestro de Maduro e sua esposa ocorreu durante um ataque que afligiu a capital venezuelana na madrugada do dia 3 de janeiro. Os líderes venezuelanos foram então enviados por mar para um presídio federal localizado no bairro do Brooklyn, em Nova York.
Enquanto Delcy Rodríguez assume o comando do país como presidente interina, a situação na Venezuela continua a ser tensa e repleta de incertezas. O impacto de tais eventos não somente afeta a política interna do país, mas também ressoa nas relações internacionais, trazendo à tona questões sobre soberania e respeito aos direitos humanos. A busca e a captura ordenadas pela presidente interina podem indicar uma escalada na crônica crise política que prevalece na Venezuela, onde a luta pelo poder e as acusações de corrupção e criminalidade apenas intensificam a instabilidade.
