O evento irá até o dia 23, contando com a participação de mais de 3 mil delegados que representam mais de 130 países. Dentre os participantes, estão confirmados 64 chefes de Estado e de governo, que se reunirão para discutir os desafios globais em torno da economia, da sustentabilidade e da inovação. A delegação brasileira será liderada pela ministra da Gestão e da Inovação dos Serviços Públicos, Esther Dweck, que participará de diversos debates, incluindo uma reunião do Global Digital Collaboration (GDC). Este grupo reúne governos, sociedade civil, organismos internacionais e empresas com o objetivo de desenvolver soluções digitais inovadoras.
Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha marcado presença em edições anteriores do fórum, ele não estará em Davos este ano. Essa ausência levanta questionamentos sobre o impacto da participação do Brasil nas discussões globais que moldam o cenário econômico atual.
Em um contexto de intensas discussões sobre desigualdade, um relatório recente divulgado pela Oxfam Brasil, coincidindo com a abertura do fórum, traz à luz a crescente concentração de riqueza. Segundo o documento, em 2025, a fortuna dos bilionários aumentou 16%, um crescimento que é três vezes superior à média dos últimos cinco anos, atingindo incríveis US$ 18,3 trilhões. Desde 2020, essa riqueza disparou 81%, mesmo enquanto uma em cada quatro pessoas ainda não tem o suficiente para se alimentar adequadamente e quase metade da população mundial vive em condições de pobreza.
Os dados revelam uma discrepância alarmante: o aumento da riqueza coletiva, de US$ 2,5 trilhões entre 2024 e 2025, seria suficiente para erradicar a pobreza extrema 26 vezes. Essa tensão entre a acumulação de riqueza e as condições precárias de vida de bilhões ao redor do mundo destacam a urgência das discussões que ocorrem em Davos e a necessidade de soluções eficazes e inclusivas.






