INTERNACIONAL – Forças de Defesa de Israel invadem território sírio após queda de governo de Assad, segundo Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Forças de Defesa de Israel avançam sobre território sírio após queda de governo de al-Assad

Neste domingo (8), as Forças de Defesa de Israel (FDI) deram um passo à frente ao se movimentarem em direção ao território da Síria, logo após o governo de Bashar al-Assad ser derrubado por grupos insurgentes armados apoiados por potências estrangeiras. A ofensiva resultou na queda do regime em Damasco e, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), viola um acordo firmado em 1974 entre Israel e a Síria.

Desde então, o Observatório Sírio de Direitos Humanos afirmou que Israel realizou mais de 300 ataques aéreos contra infraestruturas navais e aéreas do Exército sírio. Em pronunciamento à imprensa nesta segunda-feira (10), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, informou que as FDI receberam ordens para ocupar uma zona tampão entre as Colinas de Golã e o restante do território sírio. Essa zona inclui o cume do Hermon, uma área montanhosa crucial que fica na fronteira entre os três países.

Israel alegou que a ocupação do Monte de Hermon é temporária e limitada, conforme carta enviada ao Conselho de Segurança da ONU. No entanto, o porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, apontou que a ação militar viola o acordo de Desengajamento de 1974, que prevê a inexistência de forças ou atividades militares na área de separação.

Netanyahu reiterou a importância das Colinas de Golã para a segurança de Israel, embora a anexação dessa região não seja reconhecida pelo direito internacional. Ele agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por ter reconhecido a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã em 2019, fortalecendo a posição do país na região do Oriente Médio.

A queda de al-Assad é vista como um marco pelo governo israelense, que considera enfraquecidas as posições de Irã e grupos como o Hezbollah, que se opõem aos interesses de Israel e dos Estados Unidos na região. A anexação das Colinas de Golã por Israel em 1981 ainda é contestada pela ONU, mas permanece vigente. Indiscutivelmente, a região mantém um papel crucial no equilíbrio de forças na região, devido à sua localização estratégica e ao acesso vital à água que oferece para a região.

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