López alertou que o ataque não representa apenas uma ofensiva contra a Venezuela, mas uma agressão que poderia ser direcionada a qualquer nação, se não houver resistência. Em suas declarações, ele rechaçou o que chamou de “pretensão colonialista” originada sob a doutrina Monroe, que historicamente defende os interesses dos EUA na América Latina e no Caribe. O ministro também fez um apelo ao povo venezuelano para que retome suas atividades cotidianas, mesmo em meio a esse cenário turbulento.
O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela havia determinado anteriormente que Delcy Rodríguez assumisse a presidência interina após a detenção de Maduro, que, junto à sua esposa, Cilia Flores, foi capturado durante uma operação militar envolvendo forças de elite americanas em Caracas. Este evento marca uma nova fase de intervenções diretas dos EUA na América Latina, um fenômeno que não ocorria desde 1989, quando os militares americanos invadiram o Panamá para capturar o presidente Manuel Noriega, sob acusações de narcotráfico.
Os EUA, que recentemente ofereciam uma recompensa de 50 milhões de dólares por informações que levassem à prisão de Maduro, chegaram a acusá-lo de liderar um suposto cartel de drogas denominado De Los Soles. Contudo, a veracidade dessas alegações é contestada por especialistas em tráfico internacional, que questionam a própria existência desse cartel. Além disso, críticos da ação americana a veem como uma estratégia geopolítica para isolar a Venezuela de seus aliados, como China e Rússia, e aumentar o controle sobre suas vastas reservas de petróleo, as maiores do mundo.
A situação na Venezuela continua tensa e incerta, alimentando temores e debates sobre a soberania das nações latino-americanas e o papel dos Estados Unidos na região.







