INTERNACIONAL – ExxonMobil Avalia Inviabilidade de Investimentos na Venezuela e Exige Reformas para Retorno ao Setor Petrolífero

Na última sexta-feira, durante uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o CEO da ExxonMobil, Darren Woods, avaliou a atual situação do setor de investimentos na Venezuela, afirmando que, no contexto atual, não há viabilidade para a realização de novos aportes financeiros no país. Woods destacou que a realidade das estruturas legais e comerciais vigentes na Venezuela tornam o ambiente extremamente desfavorável para a entrada de capital estrangeiro.

Ele sublinhou a necessidade premente de reformas significativas na legislação comercial e no sistema jurídico do país, afirmando que tais mudanças são essenciais para garantir proteção duradoura aos investimentos. Em sua fala, Woods deixou claro que as leis relacionadas aos hidrocarbonetos devem ser revisadas, caso contrário, não haverá um quadro seguro que atraia novos investidores.

Além disso, Woods manifestou a disposição da ExxonMobil de colaborar com o governo venezuelano, desde que haja garantias de segurança e estabilidade. Ele se mostrou otimista ao mencionar que a empresa poderia contribuir para levar o petróleo bruto da Venezuela ao mercado internacional, ajudando, simultaneamente, a melhorar a situação financeira do país. Essa cooperação, segundo ele, poderia ser um caminho para o fortalecimento das relações entre as duas nações.

O CEO também mencionou a importância do trabalho em conjunto entre os governos dos Estados Unidos e da Venezuela para implementar as mudanças necessárias. Contudo, Woods ressaltou que não possui uma opinião formada sobre o atual governo venezuelano, mas enfatizou que o acesso a recursos petrolíferos é crucial, pois gera receitas que sustentam as comunidades em que a ExxonMobil atua.

Em um lembrete histórico, Woods recordou que a empresa começou suas operações na Venezuela na década de 1940 e se retirou 20 anos atrás, após o confisco de seus bens. Agora, ele observa que um eventual retorno exigiria medidas drásticas e reformas concretas na administração do setor petrolífero do país para assegurar uma nova entrada no mercado. Assim, o diálogo e a execução de reformas se tornam fundamentais para a ExxonMobil considerar uma nova incursão no território venezuelano.

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