A decisão surge em um contexto delicado, ampliando as tensões geopolíticas. Recentemente, os EUA conduziram uma operação militar que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro em Caracas, gerando ainda mais controvérsia sobre as intenções americanas na região. A nova licença permite transações que incluem pagamentos, serviços de transporte e logística, fretamento de embarcações, obtenção de seguros marítimos e serviços portuários, além de operações de manutenção de infraestrutura relacionada a petróleo e gás.
Em contrapartida, as restrições se mostram ainda mais severas. O documento proíbe transações com qualquer indivíduo ou entidade que tenha vínculos diretos ou indiretos com os países mencionados. Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, expressou indignação ao caracterizar as novas restrições como uma forma de discriminação, insistindo que a Rússia, a China e o Irã já haviam realizado investimentos significativos no setor energético venezuelano.
Essa flexibilização ocorre em meio a uma nova abordagem do governo interino de Delcy Rodríguez, que tem promovido reformas para facilitar o investimento estrangeiro, como uma nova legislação para o setor petrolífero e propostas de anistia para opositores do regime. Embora as exportações de petróleo bruto da Venezuela tenham começado a mostrar sinais de recuperação, a produção permanece incerta, com muitos analistas prevendo que a situação só deve ser estabilizada até meados de 2026, mesmo com as licenças ampliadas.
O Serviço de Informações de Energia dos EUA observa que grande parte do petróleo venezuelano está sendo direcionada para terminais de armazenamento no Caribe, levantando questões sobre a viabilidade e as condições futuras do mercado petrolífero venezuelano, além de suas implicações no cenário internacional.







