Rizzuto insistiu que a operação militar americana não constituiu uma invasão, mas sim uma ação judicial destinada à prisão de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em cumprimento a um mandado de prisão. Segundo ele, essa ação era necessária para remover o que chamou de “principal obstáculo para a democracia” no país. Além disso, o embaixador pediu a libertação imediata de prisioneiros políticos, destacando a urgência de um futuro democrático para a nação sul-americana.
Contrariando as alegações de que os Estados Unidos estariam em guerra ou ocupando a Venezuela, o representante americano na ONU, Michael Waltz, descreveu as ações em solo venezuelano como de natureza jurídica, com apoio das Forças Armadas para garantir a “aplicação da lei”. Durante a operação, que resultou na morte de vários membros das forças de segurança de Maduro e em explosões na capital, Caracas, o presidente e sua esposa foram levados à força para os Estados Unidos.
A detenção do casal em Nova York culminou em uma audiência no Tribunal Federal, onde Maduro se declarou inocente e negou veementemente as acusações de narcoterrorismo e tráfico de drogas. Ele se autodenominou um “prisioneiro de guerra”, apresentando-se como vítima de uma manobra política. Atualmente, ambos estão sob custódia em um presídio federal no Brooklyn, aguardando os desdobramentos legais sobre as acusações que pesam sobre eles.
Este cenário traz à tona questões complexas sobre política internacional e direitos humanos, além de acirrar as tensões entre os EUA e a Venezuela, que já se encontram em um estado de convulsão política há anos.
