Waltz esclareceu ainda que os Estados Unidos detiveram um narcotraficante que será julgado conforme as leis americanas, alegando que essa ação responde a uma série de acusações formais que pesam sobre ele há vários anos. Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, têm sido acusados de serem fugitivos da Justiça americana e de integrarem uma suposta organização criminosa conhecida como “Cartel de los Soles”, supostamente envolvida no tráfico internacional de drogas e armas.
Entretanto, a narrativa americana sobre o Cartel de los Soles é contestada por diversas organizações, como o International Crisis Group, que afirmam que essa estrutura não existe e que a descrição serve como um pretexto para a intervenção dos EUA na Venezuela. Apesar das controvérsias, o embaixador afirmou que “provas contundentes” dos crimes cometidos por Maduro seriam apresentadas nos tribunais americanos.
Durante sua fala, Waltz fez uma comparação entre o sequestro de Maduro e a invasão do Panamá em 1989, quando o então líder Manuel Noriega foi capturado e levado para os EUA, onde cumpriu pena por diversas acusações. O embaixador ressaltou que Maduro não é reconhecido como um líder legítimo por mais de 50 países, que rejeitam os resultados das eleições de 2024, consideradas fraudulentas por peritos das Nações Unidas.
Waltz enfatizou a riqueza acumulada por Maduro em detrimento da população venezuelana, responsabilizando-o por facilitar a presença de inimigos dos EUA no território. Ele advertiu que não permitirão que a Venezuela se transforme em uma base de operações para adversários como o Irã e o Hezbollah.
Ao questionar a legitimidade de se conceder tratamento igual a líderes considerados narcoterroristas, o embaixador dos EUA afirmou que a presença de Maduro à frente da Venezuela representa uma ameaça não apenas para o país, mas para toda a região, alertando que não se pode deixar as vastas reservas de energia venezuelanas à mercê de líderes ilegítimos e de interesses que não atendem ao bem-estar da população.
