INTERNACIONAL – EUA Defendem Operação em Venezuela e Nega Ocupação: “Ação Jurídica Contra Narcotraficantes”

Na última segunda-feira, os Estados Unidos fizeram uma declaração formal durante uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança das Nações Unidas, negando qualquer envolvimento militar ou a presença de tropas americanas na Venezuela. A posição foi apresentada em resposta ao sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ocorrido no dia 3 de outubro, em Caracas. O embaixador dos EUA na ONU, Michael Waltz, destacou que a operação realizada teve um caráter jurídico em vez de uma ação militar, enfatizando que ela se tratou de “aplicação da lei, facilitada pelas Forças Armadas”.

Waltz esclareceu ainda que os Estados Unidos detiveram um narcotraficante que será julgado conforme as leis americanas, alegando que essa ação responde a uma série de acusações formais que pesam sobre ele há vários anos. Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, têm sido acusados de serem fugitivos da Justiça americana e de integrarem uma suposta organização criminosa conhecida como “Cartel de los Soles”, supostamente envolvida no tráfico internacional de drogas e armas.

Entretanto, a narrativa americana sobre o Cartel de los Soles é contestada por diversas organizações, como o International Crisis Group, que afirmam que essa estrutura não existe e que a descrição serve como um pretexto para a intervenção dos EUA na Venezuela. Apesar das controvérsias, o embaixador afirmou que “provas contundentes” dos crimes cometidos por Maduro seriam apresentadas nos tribunais americanos.

Durante sua fala, Waltz fez uma comparação entre o sequestro de Maduro e a invasão do Panamá em 1989, quando o então líder Manuel Noriega foi capturado e levado para os EUA, onde cumpriu pena por diversas acusações. O embaixador ressaltou que Maduro não é reconhecido como um líder legítimo por mais de 50 países, que rejeitam os resultados das eleições de 2024, consideradas fraudulentas por peritos das Nações Unidas.

Waltz enfatizou a riqueza acumulada por Maduro em detrimento da população venezuelana, responsabilizando-o por facilitar a presença de inimigos dos EUA no território. Ele advertiu que não permitirão que a Venezuela se transforme em uma base de operações para adversários como o Irã e o Hezbollah.

Ao questionar a legitimidade de se conceder tratamento igual a líderes considerados narcoterroristas, o embaixador dos EUA afirmou que a presença de Maduro à frente da Venezuela representa uma ameaça não apenas para o país, mas para toda a região, alertando que não se pode deixar as vastas reservas de energia venezuelanas à mercê de líderes ilegítimos e de interesses que não atendem ao bem-estar da população.

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