Durante sua intervenção na Cúpula Mundial de Governo em Dubai, Sánchez expressou seu desapontamento com a vulnerabilidade dos jovens diante de um espaço digital que muitas vezes não é seguro. “Nossos filhos estão expostos a um espaço em que nunca deveriam navegar sozinhos. Não aceitaremos mais isso”, destacou ele, ao pedir apoio de outros países europeus para a implementação de regulamentos semelhantes.
Esse movimento segue a tendência global de fiscalização da atividade online das crianças, com a Austrália já tendo estabelecido a proibição de redes sociais para menores de 16 anos em dezembro passado. A experiência australiana está sendo observada com atenção por outros países, incluindo Reino Unido e França, que também estão considerando a adoção de medidas baseadas na idade.
Além disso, Sánchez anunciou que a Espanha está se unindo a outros cinco países europeus em uma iniciativa chamada “Coalizão dos Digitalmente Dispostos”. Essa colaboração busca coordenar e implementar regulamentações que façam frente aos desafios da internet de forma conjunta. Embora os detalhes sobre os países participantes ainda não tenham sido divulgados, a primeira reunião da coalizão está prevista para ocorrer em breve.
No âmbito legislativo, uma nova proposta de lei será apresentada nos próximos dias, que visa responsabilizar executivos de redes sociais por conteúdos ilegais e discurso de ódio. A legislação também abordará questões como manipulação algorítmica e a amplificação de conteúdos impróprios, com o objetivo de garantir que a experiência online seja mais segura para os jovens. Entre as estratégias propostas, destaca-se a criação de um sistema robusto para rastrear o discurso de ódio e a obrigatoriedade de que as plataformas implementem métodos de verificação de idade mais eficazes que os tradicionais “checkboxes”.
Sánchez concluiu enfatizando que o combate a esses desafios digitais vai além das fronteiras nacionais, indicando que a luta contra a desinformação e o discurso de ódio é um problema global que requer cooperação internacional. A proposta de uma abordagem conjunta reflete um passo significativo em direção à proteção dos jovens em um mundo digital que, muitas vezes, pode ser traiçoeiro.






