Na última quinta-feira (22), o presidente da Assembleia Nacional, o deputado governista Jorge Rodríguez, defendeu a nova lei que proibiria candidaturas de indivíduos que não acatassem a decisão do Supremo. O presidente Nicolás Maduro também expressou apoio à proposta, afirmando que concorda com a necessidade de reforçar as leis eleitorais para impedir a participação de quem desrespeita as leis, os poderes públicos e a Constituição.
Essa iniciativa surge em meio à controvérsia sobre a validade da eleição presidencial de julho devido à oposição que não reconhece a sentença judicial que confirmou a vitória de Maduro. O candidato opositor Edmundo González, que alega ser o verdadeiro vencedor, publicou em uma rede social que nenhuma decisão judicial irá deter a verdade.
A União Europeia e o México também se envolveram no debate, com o representante da UE para assuntos exteriores, Josep Borrell, declarando que o bloco não reconhecerá o governo de Maduro se as atas não forem verificadas. Enquanto o presidente mexicano, Manuel López Obrador, afirmou que aguardará a verificação das atas antes de decidir sobre o reconhecimento do terceiro mandato do governo venezuelano.
Após uma perícia realizada pelo Tribunal, a Corte confirmou a vitória de Maduro e ordenou que o Conselho Nacional Eleitoral publique os resultados definitivos da eleição no Diário Oficial do país até o dia 30 de agosto. A decisão da Corte também mencionou um ataque cibernético ao Poder Eleitoral, que teria prejudicado o trabalho da instituição.
A polêmica em torno da eleição presidencial na Venezuela continua a gerar debates e questionamentos, tanto internamente quanto internacionalmente, destacando a importância da transparência e da legalidade nos processos eleitorais.
