Conforme informado, Lemon se posicionou durante a manifestação como jornalista, argumentando que sua presença ali era para cobrir o evento e não para participar ativamente do protesto. A prisão do jornalista aconteceu na noite da última quinta-feira, dia 29, quando ele estava no saguão de um hotel em Beverly Hills, se preparando para a cobertura do Grammy Awards.
A detenção gerou reações significativas, especialmente do advogado de Lemon, Abbe Lowell, que classificou a prisão como um “ataque sem precedentes à Primeira Emenda” da Constituição dos Estados Unidos. Essa emenda é crucial, pois visa proteger as liberdades fundamentais dos cidadãos, incluindo a liberdade de expressão e a atuação da imprensa, evitando interferência governamental.
Lowell defende que Lemon, com 30 anos de experiência como jornalista, estava simplesmente exercitando seu direito constitucional ao buscar a verdade e responsabilizar as autoridades. O advogado ressaltou que a liberdade de imprensa é vital para a democracia e que a atuação de Lemon em Minneapolis não foi diferente do que ele sempre fez em sua carreira.
Além de contestar a legalidade da prisão, Lowell insinuou que essa ação poderia ser uma estratégia do governo de Donald Trump para desviar a atenção de crises mais significativas enfrentadas pela administração. Ele afirmou que, em vez de investigar as ações federais que resultaram na morte de dois manifestantes pacíficos em Minnesota, a prioridade do Departamento de Justiça tem sido a detenção de um jornalista. Essa situação levanta preocupações sobre a liberdade de imprensa e o papel dos jornalistas na sociedade, especialmente em tempos de polarização política e tensões sociais.
