O processo envolveu a intervenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira, e do corpo diplomático tanto no Egito, em Tel Aviv, em Israel, em Ramala, na Cisjordânia, e em Nova York, nos Estados Unidos. O Brasil também presidiu o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas no mês de outubro, quando os conflitos no Oriente Médio se intensificaram.
A questão da segurança foi um dos principais obstáculos para a autorização da saída dos estrangeiros de Gaza, visto que era necessário garantir que estas pessoas não estavam ligadas a grupos militantes. Além disso, o agravamento do conflito aumentou a tensão política e diplomática na região, o que fez com que os governos dos países da região estivessem muito cautelosos antes de tomar qualquer decisão.
O embaixador Franco também mencionou que, até o momento, não há uma nova lista de pessoas em Gaza que precisem da ajuda do Brasil para sair do enclave palestino, mas a diplomacia está monitorando se haverá novas pessoas ligadas a brasileiros desejando deixar a região. Uma mãe e sua filha desistiram, de última hora, de sair de Gaza por motivos pessoais.
A jornada de repatriação foi marcada por momentos de tensão, angústia e terror e teve início no dia 7 de outubro, logo após o atentado do Hamas a Israel. Foram dias de espera aguardando a inclusão na lista de pessoas autorizadas a atravessar a passagem de Rafah, o que só ocorreu na sétima lista. No total, o grupo de 32 pessoas, composto por 22 brasileiros, sete palestinos naturalizados brasileiros e três palestinos familiares próximos, conseguiu cruzar a fronteira de Gaza com o Egito no domingo (12), encerrando um capítulo angustiante em suas vidas.
