INTERNACIONAL – Diplomacia brasileira se esforça para retirar brasileiros e familiares da Faixa de Gaza em meio a incertezas e negociações complexas.

Os esforços da diplomacia brasileira para retirar os brasileiros e seus familiares da Faixa de Gaza envolveram uma série de autoridades e sedes diplomáticas ao redor do mundo. O embaixador do Brasil no Egito, Paulino Franco de Carvalho Neto, revelou que houve um intenso trabalho que contou desde o presidente da República até os embaixadores do Brasil em Israel, no Egito, na Palestina e em Nova York. Segundo ele, em entrevista à TV Brasil, as negociações para a repatriação do grupo foram marcadas por incertezas e foram longas e demoradas.

O processo envolveu a intervenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira, e do corpo diplomático tanto no Egito, em Tel Aviv, em Israel, em Ramala, na Cisjordânia, e em Nova York, nos Estados Unidos. O Brasil também presidiu o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas no mês de outubro, quando os conflitos no Oriente Médio se intensificaram.

A questão da segurança foi um dos principais obstáculos para a autorização da saída dos estrangeiros de Gaza, visto que era necessário garantir que estas pessoas não estavam ligadas a grupos militantes. Além disso, o agravamento do conflito aumentou a tensão política e diplomática na região, o que fez com que os governos dos países da região estivessem muito cautelosos antes de tomar qualquer decisão.

O embaixador Franco também mencionou que, até o momento, não há uma nova lista de pessoas em Gaza que precisem da ajuda do Brasil para sair do enclave palestino, mas a diplomacia está monitorando se haverá novas pessoas ligadas a brasileiros desejando deixar a região. Uma mãe e sua filha desistiram, de última hora, de sair de Gaza por motivos pessoais.

A jornada de repatriação foi marcada por momentos de tensão, angústia e terror e teve início no dia 7 de outubro, logo após o atentado do Hamas a Israel. Foram dias de espera aguardando a inclusão na lista de pessoas autorizadas a atravessar a passagem de Rafah, o que só ocorreu na sétima lista. No total, o grupo de 32 pessoas, composto por 22 brasileiros, sete palestinos naturalizados brasileiros e três palestinos familiares próximos, conseguiu cruzar a fronteira de Gaza com o Egito no domingo (12), encerrando um capítulo angustiante em suas vidas.

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