INTERNACIONAL – Dilma Rousseff é reconduzida à presidência do Banco do Brics por mais cinco anos após indicação de Vladimir Putin.

Em uma reviravolta no cenário político internacional, a ex-presidenta Dilma Rousseff foi confirmada para continuar à frente do Banco do Brics. A recondução da brasileira ao cargo, que estava indicada para encerrar seu mandato em julho deste ano, foi oficializada pela ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

Em suas redes sociais, Gleisi parabenizou Dilma pela recondução à presidência do Novo Banco de Desenvolvimento, destacando o importante papel que o Banco dos Brics vem desempenhando no desenvolvimento dos países-membros. Essa decisão foi acenada ainda no ano passado pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, levando em consideração as regras do banco, que preveem um rodízio de indicações entre os países-membros fundadores do Brics.

Apesar de caber à Rússia a próxima indicação, Putin influenciou a escolha em favor do Brasil durante a 16ª Cúpula dos Brics em Kazan. O presidente russo justificou sua decisão como uma estratégia para evitar que os problemas enfrentados pela Rússia, decorrentes da guerra com a Ucrânia, fossem transferidos para o banco. Com isso, Dilma foi escolhida para permanecer à frente do NDB por mais cinco anos.

Dilma assumiu a presidência do banco em março de 2023, substituindo Marcos Troyjo indicado pelo governo de Jair Bolsonaro. A transição no comando do Banco dos Brics ocorreu após a posse de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente do Brasil. O anúncio da recondução de Dilma ao cargo é um reflexo das mudanças políticas e estratégicas no contexto internacional, sinalizando uma continuidade na atuação do Brasil no desenvolvimento econômico e financeiro dos países-membros do bloco.

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