Esse programa é parte de uma estratégia ampla do presidente Patrice Talon, que visa aumentar a visibilidade e o turismo no país, enfatizando seu papel histórico no tráfico de pessoas escravizadas. para muitos descendentes africanos, como Attelly, essa iniciativa não é apenas uma oportunidade de obter documentação legal, mas também um reencontro simbólico com suas raízes ancestrais. Em suas palavras, a naturalização representou a conclusão de uma jornada pessoal: “É uma fonte de orgulho. Estou orgulhosa e muito feliz por poder representar meus ancestrais”, afirmou após a cerimônia.
As cerimônias de naturalização foram inauguradas em uma cerimônia que também apresentou projetos significativos para preservar a memória da escravidão. Um desses projetos inclui uma nova Porta sem Retorno em Ouidah, um local histórico associado ao tráfico transatlântico. Além disso, está em andamento a construção de uma réplica de um navio do século 18 que transportava escravizados, com esculturas que representam cerca de 300 cativos.
Outro marco importante será a inauguração do Museu Internacional da Memória e da Escravidão, que será instalado na antiga residência de Francisco Felix de Souza, um conhecido traficante de pessoas escravizadas durante os séculos 18 e 19. O governo beninense, sob a liderança de Talon, tem se esforçado para fortalecer laços com a diáspora africana. Personalidades como o cineasta Spike Lee foram nomeadas embaixadores do programa, enfatizando a mensagem de retorno às raízes: “Voltem para a terra natal”, disse Lee em uma participação pública.
As iniciativas têm atraído a atenção de músicos e celebridades, como a cantora Ciara, que se tornou uma das primeiras beneficiárias da cidadania beninense e se apresentou recentemente em um festival em Ouidah, levando sua música e mensagem de volta às suas origens. Com isso, o Benin se destaca como um espaço de acolhimento e reconstituição da identidade para muitos que buscam reconectar-se com suas histórias.







