Em suas comunicações, Rodrigues destacou não apenas o agradecimento ao Brasil, mas também as conversas que manteve com outras lideranças internacionais, incluindo o presidente colombiano Gustavo Petro e o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez. Durante esses encontros, a presidente interina forneceu informações sobre os ataques armados que resultaram na morte de mais de 100 civis e militares venezuelanos, enfatizando a gravidade da situação.
Delcy Rodrigues também reafirmou a posição da Venezuela em enfrentar as agressões por meio de canais diplomáticos, considerando essa abordagem como o único caminho viável para defender a soberania do país e garantir a paz necessária. A presidente interina mencionou as “graves violações do direito internacional” que estão em jogo, destacando as afrontas à imunidade de jurisdição de Maduro e Flores.
As discussões com Petro foram centradas na necessidade de uma cooperação bilateral que respeite a soberania e promova o diálogo entre as nações. Rodrigues enfatizou a importância de um esforço conjunto para resolver problemas que afetam ambos os países, com foco no respeito mútuo.
Quanto à interlocução com o primeiro-ministro espanhol, Delcy agradeceu a “corajosa posição” de Sánchez em condenar as agressões contra seu país e expressou o desejo de trabalhar em uma ampla agenda bilateral que beneficie tanto os povos quanto os governos.
Além disso, a presidente interina estendeu seus agradecimentos ao emir do Catar, Tamim bin Hamad bin Khalifa Al-Thani, destacando a disposição do governo bolivariano em colaborar na construção de uma agenda de diálogo entre os Estados Unidos e a Venezuela. Essa série de conversas e agradecimentos evidencia a estratégia da Venezuela de buscar apoio internacional em meio a uma crise política e humanitária sem precedentes.







